Geral

Posturas autua loja de confecções

Loja de confecções é autuada pela fiscalização do Departamento de Posturas por descumprir o decreto que estabelece as normas de funcionamento do comércio e permite que estabelecimentos não essenciais podem atender os clientes somente por delivery ou no balcão. O estabelecimento, que tem portas abertas para a rua Manoel Borges e para o Calçadão da rua Artur Machado, foi flagrado com cerca de 15 clientes no seu interior. As regras estabelecidas no decreto eram cumpridas apenas no acesso existente no Calçadão. Os fiscais estavam acompanhados pela Polícia Militar e determinaram o fechamento da entrada existente na Manoel Borges para se adequar às normas legais.

O gestor da loja, Joabe Queiroz, no instante da notificação estava acompanhado do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Uberaba, Ângelo Crema. Diálogo entre o fiscal e o gestor foi acompanhado pela reportagem do Jornal da Manhã. Foi revelado que a denúncia foi feita por outros comerciantes. A orientação dos fiscais foi de abaixar as portas e atender apenas com balcão na entrada e por delivery. “Eu entendo que eu preciso fechar, mas eu preciso de voz. A prefeita precisa me atender, pra entender minha realidade”, queixou-se Joabe.

De acordo com o gestor, a loja possui 4,7 mil metros quadrados de área de venda.  Joabe alegou que o espaço da loja é muito grande, que a possibilidade de aglomeração na porta da loja é maior que dentro do estabelecimento. “Aqui temos um ambiente de 70 metros de corredores. Se olharmos o movimento neste momento, não tem nem uma pessoa por corredor”, disse Joabe. “Na realidade, eu vou gerar aglomeração lá fora, mas pelo visto lá fora pode”, ironizou.

A sugestão de Joabe para o novo decreto é que a questão do espaço das lojas seja levada em consideração nas medidas a serem estabelecidas. “É criar uma diferenciação na metragem quadrada de cada loja para receber seus clientes”, defende o gestor.

Presidente da CDL, Ângelo Crema, presente na ocasião, disse que a expectativa para o novo decreto é que lojas possam fazer o atendimento interno, seguindo todos os protocolos sanitários. “Pode até proibir o provador de roupa, por exemplo, mas que deixe alguns consumidores entrar, mantendo o distanciamento, para fazerem suas compras. Isso vai quebrar muita gente, os custos deles são muito altos para manterem essas lojas fechadas”, calculou Ângelo Crema.

O presidente da CDL também relatou que, no atual momento, os comerciantes têm tido dificuldade na negociação de aluguel junto aos proprietários de imóveis. Ângelo Crema relatou que muitos empresários estão se endividando para poderem se manter. “Os comerciantes já se endividaram no começo do ano passado, têm o benefício do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), que foi reeditado. Vamos ter que pagar essa conta lá na frente. Resta saber se vamos dar conta de pagar a conta”, questionou o líder classista.

A notificação recebida pela loja de roupas se limita a advertência pelo descumprimento do decreto municipal, e não implica em nenhuma sanção, como pagamento de multa. 

Fonte: Jornal da Manhã

Deixe um comentário

Agenda de Eventos