Prefeitura vai à Justiça contra greve, mas motoristas mantêm a paralização
Prefeitura tenta barrar na Justiça greve de motoristas de ônibus em Uberaba, mas a paralisação de atividades a partir desta terça-feira estava mantida. A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Sintracol), Roberto Alexandre Vieira.
De acordo com o sindicalista, por volta das 20h de ontem, ainda não havia nenhuma notificação judicial para impedir a realização da greve. Com isso, a paralisação a partir desta terça-feira estava confirmada e os trabalhadores ficariam mobilizados a partir das 4h da manhã na garagem das concessionárias de transporte coletivo para reivindicar a vacinação da categoria contra a Covid-19.
Vieira explica que a diretoria do sindicato se reuniu para definir o efetivo mínimo que seria mantido em operação durante a greve, pois o transporte coletivo se trata de um serviço essencial e não pode ser paralisado por completo. Segundo ele, até por volta das 20h de ontem, estava acertado um mínimo operacional de 40% da frota.
A greve foi aprovada pela categoria na semana passada para pressionar a inclusão dos motoristas de ônibus no grupo prioritário de vacinação contra o coronavírus. No entanto, a deflagração do movimento acabou suspensa após reunião emergencial dos sindicalistas com a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade).
Inicialmente, os sindicalistas relataram que teria sido firmado o compromisso de começar a testagem em massa para Covid-19 dos trabalhadores do transporte coletivo, a aplicação da vacina contra a Influenza na segunda-feira (10) e, depois de 15 dias, foi prometido o início da imunização contra a Covid-19.
Entretanto, o cronograma discutido não foi integralmente assegurado em ofício encaminhado ao Sintracol. O documento apenas garantiu a testagem de Covid e a vacina da Influenza a partir desta semana, sem citar data ou prazo para a imunização da categoria contra o coronavírus.